Conquistas LGBTQI+ pelo mundo: uma linha do tempo - Egali Intercâmbio
Uncategorized

Conquistas LGBTQI+ pelo mundo: uma linha do tempo

Atualizado em 27 de junho de 2020

Para finalizar os nossos posts especiais em homenagem ao dia do Orgulho LGBTQI+, preparamos algo mais informativo: uma linha do tempo das conquistas do movimento LGBTQI+ pelo mundo.

Antes de falar sobre essas conquistas é importante saber quais são os direitos pelos quais o movimento luta. Apesar de muitos pontos positivos, essa luta é muito antiga e os reais resultados só surgiram nos últimos anos.

 

Pelo que o movimento LGBTQI+ luta?

O movimento LGBTQI+ existe em todas as partes do mundo e mesmo que diferentes contextos sociais e políticos de cada país influencie a atuação individual em determinadas regiões, existem muitos objetivos comuns dessa luta, como:

🌈 A criminalização da LGBTQI+fobia

🌈 Fim da criminalização da homossexualidade

🌈 Reconhecimento social da identidade de gênero

🌈 Fim do tratamento das identidades trans como patologias

🌈 Fim dos tratamentos de “cura gay”

🌈 Casamento civil igualitário

🌈 Permissão para casais homoafetivos adotarem crianças

🌈 Respeito à laicidade do Estado e fim da influência religiosa nos processos políticos

🌈 Políticas públicas pelo fim da discriminação a pessoas LGBTQI+

🌈 Fim dos estereótipos LGBTQI+ na mídia e representatividade da comunidade nos meios de comunicação

 

O caminho do movimento pela luta desses direitos ainda é longo em algumas partes do mundo. No entanto, não devemos deixar de ter orgulho e comemorar todas as conquistas que foram tidas até agora.

Confira a seguir uma linha do tempo com os principais eventos e conquistas do movimento LGBTBQI+ ao redor do mundo.

 

28 de junho de 1969

Rebelião de Stonewall, Nova York

Nas primeiras horas da manhã desse dia, gays, lésbicas, travestis e drag queens enfrentam policiais que promoviam batidas e revistas humilhantes em bares gays da cidade. Essa rebelião teve a duração de 6 dias e foi o marco inicial da luta pelos direitos LGBT nos Estados Unidos e no mundo.

A partir dela, muitas marchas pela luta dos direitos LGBTQI+ tiveram início e permanecem até hoje como as Paradas do Orgulho LGBTQI+.

 

Abril de 1974

Homossexualidade deixa de ser considerada uma doença mental nos Estados Unidos

Em 15 de dezembro de 1973, a direção da Associação Americana de Psiquiatria faz uma votação para retirar a homossexualidade da lista de doenças mentais. Treze dos quinze membros da direção se pronunciam a favor.

Essa decisão foi contestada por muitos psiquiatras que exigiram sua anulação ou realização de um referendo. Em abril de 1974, o referendo é feito e aprova com 58% dos votos a decisão de retirar a homossexualidade da lista de doenças mentais.

 

19 de agosto de 1983

Stonewall brasileiro, São Paulo

O ChanacomChana, um jornal escrito por mulheres lésbicas foi proibido de ser comercializado. Isso fez com que lésbicas, feministas e ativistas LGBTs fizessem um ato político que resultou no fim da proibição da venda do jornal.

Esse dia ficou conhecido no Brasil como o Stonewall brasileiro, e no dia 19 de agosto é comemorado o dia do Orgulho Lésbico.

 

1985

Homossexualidade é despatologizada pelo Conselho Federal de Medicina do Brasil

Em 1981, o Grupo Gay da Bahia iniciou uma campanha em nível nacional para a despatologização da homossexualidade. A vitória chegou em 1985, quando o Conselho Federal de Medicina retirou a homossexualidade da lista de doenças.

Esse processo aconteceu cinco anos antes da OMS retirar a homossexualidade da sua lista internacional de doenças.

 

17 de maio de 1990

OMS deixa de considerar a homossexualidade como uma doença

Essa decisão é um dos maiores marcos do movimento LGBTQI+. Ela pode não ter acabado com o preconceito e discriminação (infelizmente), mas foi um passo importante para a compreensão da homossexualidade como identidade sexual, que não necessita de cura.

2001, Holanda

 

1º de abril de 2001

A lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo entra em vigor na Holanda

A Holanda foi o primeiro país do mundo a permitir o casamento de pessoas do mesmo sexo. Na meia noite do dia 1º de abril de 2001, a lei entrou em vigor e o prefeito de Amsterdã, Job Cohen, casou os primeiros quatro casais do mesmo sexo.

A nova norma também deu permissão que casais homoafetivos adotassem crianças.

 

27 de junho de 2003

A Suprema Corte dos Estados Unidos descriminaliza a homossexualidade em todos os estados americanos.

 

Maio de 2004

O estado de Massachusetts se torna o primeiro dos EUA a permitir o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

 

Junho de 2005

Canadá legaliza o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo

Câmara Baixa do Parlamento do Canadá vota a favor do projeto de lei que legaliza o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo em todo o país. Em julho, o projeto é ratificado pelo Senado.

 

1 de dezembro de 2005

África do Sul declara que negar o casamento entre pessoas do mesmo sexo é inconstitucional

O Tribunal Constitucional da África do Sul declara que é inconstitucional negar o casamento a casais constituídos por pessoas do mesmo sexo. O órgão manda o Parlamento a alterar a lei no prazo de um ano no sentido de permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

 

Dezembro de 2005

As primeiras uniões civis homossexuais são realizadas no Reino Unido, depois da legislação aprovada em 2004

 

Julho de 2010

Argentina é o primeiro país da América Latina a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo

Em julho de 2010, 33 senadores votaram a favor da lei da legalização de casamento entre pessoas do mesmo sexo, e 27 contra. Assim, a Argentina se tornou o décimo país do mundo a permitir legalmente a união homoafetiva.

Em 2010, Portugal e Islândia também entraram para o hall de países que aprovaram leis garantido o direito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

 

5 de maior de 2011

STF reconhece a união estável entre casais do mesmo sexo

O STF reconhece, por unanimidade, a união estável entre casais do mesmo sexo como entidade familiar. Com isso, homossexuais podem ter os mesmos direitos previstos da lei de união estável.

 

Maio de 2013

O Conselho Nacional de Justiça legaliza o casamento homoafetivo no Brasil

Uma resolução do CNJ regulamentou o casamento gay por meio de uma resolução. No entanto, apesar de cartórios não poderem se recusar a casar pessoas do mesmo sexo, a norma não possui força de lei e pode ser contestada por juízes.

 

Agosto de 2013

Nova Zelândia legaliza o casamento homoafetivo

Em agosto de 2013, a Nova Zelândia se tornou o 15º do mundo e o primeiro da região Ásia-Pacífico a permitir o casamento homoafetivo. No mesmo anos, a França também legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

 

Maio de 2015

Irlanda aprova um referendo legalizando o casamento gay

A Irlanda se tornou o primeiro país do mundo a legalizar o casamento gay com um referendo. Quando os resultados foram divulgados, mostrando que quase dois terços dos eleitores era a favor da medida, milhares de pessoas saíram nas ruas para comemorar.

 

26 de julho de 2015

A Suprema Corte dos Estados Unidos legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo o país.

 

24 de abril de 2019

STF suspende que psicólogos ofereçam terapias de “reversão sexual” (cura gay)

Nessa data, o STF suspendeu uma liminar que abria brechas para que os psicólogos do Brasil oferecessem terapias de “reversão sexual” a homossexuais, um tratamento que é proibido pelo Conselho Federal de Psicologia desde 1999.

 

Dezembro de 2017

Austrália legaliza o casamento homoafetivo

A Austrália realizou uma pesquisa, cujo resultados mostraram que a maioria dos australianos era a favor do casamento de pessoas do mesmo sexo. O Parlamento do país legalizou a união homoafetiva em dezembro de 2017, antes dessa decisão, os casais tinham que avisar às autoridades um mês antes do casamento.

 

7 de maio de 2020

Alemanha proíbe “cura gay” para menores

No dia 7 de maio desse ano, o Parlamento alemão proibiu as terapias de “conversão sexual” para homossexuais menores de 18 anos e para adultos que não consentiram voluntariamente com esse procedimento. A lei também veta a publicidade ou oferta desse tipo de intervenção, além de prever até um ano de prisão para quem submeter menores de 18 anos a esse tipo de terapia.

 

8 de maio de 2020

STF anula restrições à doação de sangue por homens gays

Em maio desse ano Supremo Tribunal Federal declara que a regra que proibia a doação de sangue por “homens que fazem sexo com homens” nos 12 meses anteriores à coleta é inconstitucional. O magistrado afirmou que regra reforçava preconceito.

 

A luta pelos direito LGBTQI+ continua

Mesmo com todas essas conquistas que aconteceram (e que vão continuar acontecendo), 70 países no mundo ainda têm algum tipo de lei contra a homossexualidade. A organização ILGA (Associação Internacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Trans e Intersexuais) publicou um mapa em mostra qual é a situação do mundo em relação as leis sobre orientação sexual.

 

Nove países do mundo possuem uma proteção constitucional contra a discriminação por orientação sexual, seja de forma explícita ou por decisão da justiça. África do Sul, Bolívia, Equador, México, Nepal, Portugal, Suécia, Fiji e Suíça são os países considerados com maior proteção legal às pessoas LGBTQI+. No Canadá, a proteção Constitucional foi introduzida na Carta de Direitos e Liberdades, mediante uma decisão da Suprema Corte.

Como falamos no começo do texto, a caminha pelos direitos LGBTQI+ ainda é longa. Queremos que o mundo seja um lugar para todos, independente de orientação sexual, gênero ou cor. E por isso, apoiamos essa causa e temos orgulho de todos os nossos colaboradores e intercambistas LGBTQI+.

Hoje e todos dias devemos ser #Pride do que somos. Feliz dia do Orgulho LGBTQI+. 🌈 🏳‍🌈

  • annachies
    Por annachies Blogueira/Vlogueira que deseja conhecer o mundo todo. Acredita que o intercâmbio é uma experiência incrível e fará de tudo para te convencer disso! Quer trocar uma ideia comigo? @annacchies (em todas as redes sociais)

Precisa de Ajuda? Fale Conosco
Entre em contato com nossa equipe de especialistas para começar a planejar seu intercâmbio.

Preencha os campos abaixo com seus dados para que possamos retornar, caso caia a conexão.

Campo obrigatório
Entre com um email válido
Campo obrigatório