25 países em 3 anos: as experiências de Felipe pelo mundo - Egali Intercâmbio
Eu fui de Egali
Irlanda

25 países em 3 anos: as experiências de Felipe pelo mundo

Atualizado em 31 de março de 2017

Viajar além de ser uma aventura, também é conhecimento, pois você começa a entender novas culturas e a se autoconhecer melhor. Pensando nisso, o Felipe decidiu juntar uma grana e ir passar 1 ano na Irlanda com a Egali para estudar inglês e trabalhar.

Só que esse 1 ano acabou virando 2 anos de muito trabalho e estudo por lá e fizeram com ele juntasse o equivalente ao que investiu em seu intercâmbio. Ele decidiu voltar para casa? Não mesmo! O Felipe decidiu que ia mochilar pelo mundo!

Ficou interessado na história dele? Então, venha conferir o que ele disse sobre essa incrível experiência!

 

25 países em 3 anos: as experiências de Felipe pelo mundo

 

A motivação de fazer um intercâmbio era a ideia da experiência de viver algo novo. Eu poderia ter ido fazer qualquer outra coisa, mas, na época, foi o que melhor apareceu para mim. E, foi depois de 4 anos da faculdade, eu precisava de um tempo para minha cabeça.

Comecei a pensar que eu não ia simplesmente torrar o meu dinheiro (que eu tinha juntado com sacrifício e com a ajuda da minha mãe), e ir embora da Irlanda. Eu queria que algo acontecesse para que eu pudesse programar outras coisas. Então, arrumei um trabalho, continuei estudando inglês e quando o dinheiro foi aparecendo, eu pensei: “opa, muita coisa pode ser feita com esse dinheiro.”.

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Em uma semana, eu fui para Madri, Paris e Amsterdam, gastei muito dinheiro, corri muito e aproveitei muito pouco. Isso é o que muitos intercambistas fazem, e está mais relacionado ao turismo e não a um mochilão. Percebi que era muita grana gasta e que você não tem um bom tempo para criar a “malandragem” do lugar, para descobrir os restaurantes mais baratos, as linhas de ônibus (para não ter que pegar táxi), pois a Europa é muito cara.

Dai pensei que esse não era o tipo de viagem que eu queria, eu queria ficar mais tempo nos lugares, mas como eu faria isso? Achei que ia custar muito dinheiro, então, eu comecei a amadurecer essa ideia, porque eu já sabia o que eu queria, mas eu tinha que achar a melhor maneira de fazer isso.

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Na Irlanda, eu trabalhei como a maioria dos intercambistas. São aqueles trabalhos que, normalmente, você não vê europeus fazendo, que é considerado “baixo na escala”, digamos assim. Trabalhei como faxineiro em academia de musculação, eu lavei louça num restaurante francês, e, no final, eu achei um trabalho numa barraquinha de comida, de paella (que é da Espanha).

Nesse lugar existiam várias barracas, e a minha era essa. Foi um trabalho muito legal, tinha muito brasileiro, o meu chefe era irlandês. A comunidade era muito integrada nesse lugar, o Irish Village Markets. Então, enquanto eu estava planejando fazer essa viagem, com mais tempo, eu juntei o dinheiro.

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Acabei descobrindo uns sites como, por exemplo, o Workaway, que oferece oportunidades de trabalho, numa espécie de voluntariado. Você não ganha dinheiro, mas ganha a estadia e a alimentação.

Eu me senti seguro em praticamente todos os lugares. Incrível! No sudeste asiático, por exemplo, você vai para o Nepal, para o Camboja, que são lugares bem pobres e que eram muito seguros. As pessoas gostam de relacionar violência com a pobreza, mas eu não tive problema nenhum, nunca me furtaram nada, nunca me roubaram, nunca me agrediram.

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Eu acredito que o aprendizado aparece, mas também acho que você deve procurar ele. Você pode ir para qualquer lugar no mundo, hoje é muito fácil. Se você tem dinheiro ou trabalha, assim como eu, junte um dinheiro e vá para a Irlanda.  Você também pode ficar 6 meses e fazer festa nesse 6 meses, torrar seu dinheiro, não aprender inglês e voltar para casa com fotos. Vai depender de cada um, a imersão cultural, o aprendizado, isso requer autoconhecimento. E não precisa ser em um intercâmbio, pode ser em qualquer lugar.

Sempre estar procurando o meu lugar é o que me motiva a seguir em frente. Porque eu acho que eu não tenho o meu lugar ainda, eu não me sinto pertencente. Acho que a vida é feita de experimentação e eu tenho que experimentar muitas coisas para lá na frente chegar e pensar “Bom, eu tive todas essas experiências, qual que é a melhor?”.

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Felipe passou por lugares Egito, Itália, Grécia, Turquia, Indonésia e a Tailândia, mas o lugar que mais o impactou foi a Palestina. Ele morou por lá durante 3 meses e pode ver as maravilhas históricas da região, mas também a realidade dos conflitos entre judeus e árabes.

Ao todo, ele conheceu 25 países e cerca de 100 cidades. Viveu na Europa, no Oriente Médio e no Sudeste Asiático. Experimentou diversos sabores, conheceu várias pessoas e culturas. Essas são as experiências incríveis que um intercâmbio pode proporcionar!

E se você curtiu o depoimento do Felipe e quer fazer um intercâmbio, fale com a gente aqui.

Se você já fez intercâmbio com a Egali e teve experiências legais por lá, mande seu depoimento para comunicacao@egali.com.br, ele poderá aparecer aqui no blog. 😉

 

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